moda masculina 2019 Editorial da Vogue francesa de agosto

Editorial da Vogue japonesa de agosto 2011 © Reprodução

As edições de agosto das revistas gringas já saíram e nos editoriais já dá para sentir um pouco de como as grandes publicações vão tratar alguns dos principais temas do inverno 2011. Uma estética bem sombria, carregada de clima sexual e fetichista vem permeando muito dos ensaios, com uma suposta subversão daquela moda ultra-conservadora de referências aos anos 1930 e 1940. Nesse mesmo clima comportadinho, mas querendo não ser, vem um clima meio 60’s americano, algo housewife gone bad/mad. Uma visão um pouco crítica sobre todo conservadorismo (político, econômico, social e até ethical) que anda regulando nossas vidas.

Tudo a ver com o clima pesadão que dominou última temporada de moda internacional, com seu ápice na semana de Paris – pós-escândalo de Galliano, sumiço de Christopher Decarin e outras coisinhas mais. Exemplos? As coleções da Givenchy, Miu Miu, Louis Vuitton, meio em continuidade ao manifesto conservador-loucura que Marc Jacobs iniciou lá na Ny Fashion Week.

É verdade que a moda não anda lá em seus dias mais glorioso. Bem pelo contrário. Por mais que relatórios indiquem que o consumo de luxo esteja, finalmente, retomando seus patamares pré-crise de 2008, o clima, de um modo geral, ainda é bem delicado – TEMÇO.

Editorial da Vogue francesa de agosto de 2011 © Reprodução

Talvez, por isso que esta última temporada foi tão peculiar. Como se as coisas estivessem prestes a mudar, porém sem que nenhuma mudança tenha ocorrido de fato. Só isso já dá conta de explicar o porquê da imensa influência de Balenciaga do fim dos anos fifty e occurço dos sixty. As forma limpas dos casacos estruturados, como armaduras ou casulos, em que é possível se proteger e esconder de toda instabilidades e incertezas que rodeiam o mundo atualmente. Pense em Marni, Burberry, Fendi, Bottega Veneta… Todas olharam para o passado como inspiração, como se a atual realidade fosse muito próxima para ser assimilada, ou simplesmente dura demais para encarar e encantar.

Com uma grande ironia e uma boa dose de crítica correndo nas entrelinhas do seu desfile _as estampas de bola, os chapéus amarrados por faixas na cabeça, a trilha sonora (Beautiful People today do Marilyn Mason) e o established (passarela espelhada com colunas brancas acolchoadas)_ Marc Jacobs ofereceu uma das melhores interpretações sobre o assunto. Peter Pilotto e Christopher de Vos foram pelo mesmo caminho. Para seu inverno 2011, a busca por uma silhueta mais dura acabou evocando ecos revolucionários, twister impossível não pensar nas atuais rebeliões no Oriente Médio e também algumas que aconteceram bem antes, como Maio de 1968 em Paris ou então a revolução Bolchevique de 1917.

Editorial da Vogue alemã de agosto de 2011 © Reprodução

Em Paris, não period bem uma moda antiga, mas havia algo de uma retomada de valores e modos tradicionalmente parisienses. Como se estilistas estivessem se sentido nostálgicos dos dias aristocráticos que antecederam Maio de 1968, trazendo um senso um tanto elitista no vestir (se é que a moda algum dia deixou isso de lado). Então, quando vemos um estilista numa das mais tradicionais maisos de Paris dando novo sentido ao termo sportswear de luxo, é impossível não sentir um certo alivio.

Em sua mais recente coleção para Givenchy, Riccardo Tisci apresentou sweaters e jaquetas de baseball como tamanha sofisticação que period praticamente impossível chamá-las de peças de sportswear. Em cetim traziam recortes em organza transparente, estampas de panteras negras ou então vinham num angorá com estampa de pin-up mostrando uma perfeita e mais do que desejada junção do esportivo com o clássico.

E claro, teve o caso Galliano. Revelando um dos segredinhos mais obscuros da moda e jogando uma sobra não só sobre o ex-diretor criativo da Dior , mas na indústria como um todo. Indústria esta que vinha conseguindo perfeitamente maquiar seu lado elitista e preconceituoso sobre a bandeira da dita moda democrática. Então, seria tudo isso uma cheque de realidade manner? Desde então, todos os profissionais da área tem agido da maneira mais profissional _e politicamente correta_ possível. E apesar das coleção de inverno 2011 terem sido concebidas meses antes de todos esses escândalos, é difícil não ver conexões.

Editorial da Vogue Itália de agosto de 2011 © Reprodução

De um lado temos a Prada revelando todos as típicas obsessões femininas: a estampa animal, os sapatos tipo boneca, os tons pastel, as peles… De outro, temos aqueles estilistas mais interessados em mostrar a realidade forma mais crua e direta possível.

Phoebe Philo, na Céline, mostrou uma de suas melhores coleções na marca. Não se atenha aos detalhes inspirados em interiores de carros, como as estampas de madeira ou as aplicações de couro. O que é mas interessante de se notar aqui e como a estilista conseguiu traduzir com extrema objetividade um seem capaz de resumir todas as necessidades da mulher contemporânea. Dessa vez period tudo sobre a simples combinação de um casaco (cortado em linhas fortes porém limpas), com uma calça seca, de corte reto e uma camiseta de gola alta. Tudo isso com uma cartela de cores impecável e cheia de vida para quebrar a monotonia do minimalismo.

É bem tentador buscar relações entre o que a moda está propondo e o que acontece no mundo fora dela. Acontece que em temos de velocidade máxima como os nossas, a moda tem se resumido basicamente opor aquilo que foi apresentado na última temporada. Se as saias estão mais longas agora, não é (só) porque a sociedade sentiu uma súbita necessidade pudica de se cobrir em modos mais conservadores, é simplesmente por estarem muito curtas nas estações anteriores. Mas ainda assim, não se pode negar que alguns estilistas possuem uma certa sensibilidade capaz de captar humores e sentimentos presentes no ar. Afinal, quem irá discordar de Karl Lagerfeld quando disse para explicar seu inverno escuro, empoeirado e masculino da Chanel, “o mundo é um lugar sombrio”?

+ U+MAG // April 2011 Situation
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